
Rizza desenvolve uma prática artística que transita da escultura à instalação, partindo da relação entre espectador, luz e espaço como eixo central de sua pesquisa. Seu trabalho investiga a manipulação de fenômenos ópticos capazes de gerar interações visuais e espaciais dinâmicas. Embora as obras permaneçam estruturalmente estáticas, o deslocamento do público e as variações do entorno ativam suas superfícies e volumes, revelando um dinamismo que as coloca em constante simbiose com o meio. Do micro ao macro, sua produção ocupa ambientes internos e externos, expandindo os limites da experiência escultórica.
Autodidata, Rizza incorpora diferentes recursos tecnológicos e processos industriais que permitem a manipulação e modificação dos materiais. Explora a modelagem 3D e parâmetros de programação algorítmica, que determinam a geometria e a lógica das obras, além de técnicas de corte, dobra e fundição. A investigação de materiais e técnicas — tradicionais e contemporâneos — é parte estruturante de seu processo criativo, resultando em trabalhos de rigor construtivo e precisão formal.
Em 2019, realizou seu primeiro trabalho instalativo em São Paulo, House of Energy, além da intervenção pública Reflexão, em Belo Horizonte, contemplada pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura. Em 2020, ocupou a Praça Adolpho Bloch com a obra pública A Criação, posteriormente instalada também na Praça Victor Civita. Em 2021, apresentou a exposição individual Tudo que é uno se divide, na Zipper Galeria, consolidando sua representação pela galeria. Desde então, mantém presença frequente em feiras de arte e desenvolve projetos comissionados. Em 2024, passou a integrar a Usina de Arte — uma das mais relevantes coleções de arte contemporânea do país — com a instalação Fóton, inserida no parque de esculturas localizado na Zona da Mata pernambucana, que reúne artistas brasileiros e internacionais.
No último ano Rizza, realizou a exposição individual Gesto Paramétrico, na Zipper Galeria, aprofundando sua pesquisa com softwares paramétricos e afirmando a matemática como linguagem visual em obras de escala monumental. No mesmo ano, participou do projeto Contemporâneas Vivara, com intervenções em pontos emblemáticos de São Paulo, como a Praça das Artes, a Avenida Paulista e o Metrô Consolação. As obras dessa série tiveram desdobramentos institucionais: Auri passou a integrar o acervo do Museu FAMA, em Itu, enquanto Aurum integrou o programa MON sem Paredes, do Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba.
BIO
RIZZA
(b. 1985 - Belo Horizonte, Minas Gerais.
Vive e trabalha em São Paulo)
Transitando de escultura a instalação, Rizza parte da relação entre espectador, luz e espaço para a construção dos seus trabalhos. Sua prática artística gira em torno da manipulação dos fenômenos ópticos capazes de criar interações visuais e espaciais.