FLUXO ÁUREO
CONTEMPORÂNEAS VIVARA
Fluxo Áureo, 2025
Espelho
3 x 4 metros
No subsolo da cidade, o metrô se apresenta como elemento fundamental que estrutura e sustenta a vida urbana. A circulação constante de pessoas traduz o pulso da metrópole, manifestando ritmos, fluxos e encontros que configuram a dinâmica cotidiana.
Assim como metais e pedras preciosas são extraídos das profundezas da terra, o adorno emerge aqui do próprio subsolo da cidade. Paredes da estação são revestidas por uma multiplicidade de pequenos espelhos dourados, formando uma superfície facetada que fragmenta e reflete a luz, os movimentos e os corpos que ali transitam. Essa camada reluzente transforma o espaço funcional em um lugar também de contemplação, revelando o metrô como estrutura vital e simbólica da cidade contemporânea. O que antes era invisível torna-se evidente. O subterrâneo ganha brilho, visibilidade e valor, sendo reconhecido como joia urbana, uma dimensão oculta da cidade que, por meio do reflexo, se revela e se celebra.
Contemporâneas Vivara - 'Nem Tudo Que Reluz'
Curadoria: Ana Avelar
Realização: Tête à Tête e Ministério da Cultura



